Valvoplastia por Catéter Balão


A valvoplastia por cateter-balão é a dilatação do orifício de uma válvula cardíaca estreitada, através de um catéter provido de um balão em sua extremidade. Esta técnica costuma ser indicada no tratamento da estenose da válvula mitral, cuja principal causa é a moléstia reumática ou febre reumática e raramente, na estenose da válvula aórtica.

Na estenose da válvula mitral, antes da indicação do procedimento, leva-se em conta se a anatomia da válvula cardíaca, é favorável para o procedimento através do ecocardiograma, calcula-se um escore, que leva em conta algumas características da válvula doente, como a calcificação, mobilidade e o aparelho de sustenção da válvula.


Orientações antes do procedimento

É necessário um jejum de pelo menos seis horas. O paciente deverá comparecer no hospital com um acompanhante, de preferência um familiar. Medicamentos de uso contínuo não devem ser suspensos, com exceção dos anticoagulantes (pelo risco de sangramento) e da metformina (medicamento para o diabete melito que pode potencializar uma lesão renal induzida pelo contraste, que é usado durante o procedimento).

No caso de pacientes alérgicos ao contraste, devem avisar o médico assistente, para que certas medicações sejam administradas antes do exame, visando diminuir o risco de reações alérgicas mais graves.


Técnica de realização

O paciente é sedado e anestesiado antes do procedimento (anestesia geral ou de curta duração). Um catéter especial é introduzido até o coração através de um vaso sanguíneo na virilha. Este catéter é encaminhado até o orifício estreitado da válvula. Depois, faz-se uma dilatação do orifício dessa válvula, visando melhorar a passagem do sangue pelo mesmo.

Após o procedimento o paciente deve permanecer com a perna esticada por algumas horas, diminuindo os riscos de sangramentos no local do acesso vascular. A alimentação poderá ser liberada, assim que o paciente estiver bem acordado após a anestesia.

O tempo de internação costuma ser de um dia. Depois de dois a três dias, o paciente já pode retomar a sua vida normal, desde que o procedimento tenha transcorrido sem complicações.


Indicações

- Indicações na estenose mitral:

A valvoplastia por catéter-balão é indicada em pacientes com classe funcional II, III, ou IV(falta de ar aos esforços habituais ou até ao repouso), com estenose mitral moderada ou grave, cuja anatomia da válvula seja favorável ao procedimento.

Também indicada em pacientes assintomáticos, com estenose mitral moderada a severa, cuja anatomia da válvula é favorável para o procedimento, mas que tenham hipertensão pulmonar (maior que 50 mmHg de pressão na artéria pulmonar ao repouso).

A valvoplastia é considerada uma opção aceitável em pacientes com estenose mitral moderada a severa, sintomáticos (falta de ar com pequenos esforços ou ao repouso), cuja anatomia da válvula apresenta calcificação, mas a cirurgia de troca da válvula está contra-indicada.

- Estenose aórtica:

Esse tratamento não costuma produzir bons resultados nessa doença. Pode ser indicada em pacientes com estenose aórtica grave sintomática que precisam melhorar sua condição para uma cirurgia não-cardíaca de risco ou naqueles em que a cirurgia de troca de válvula está contra-indicada. Em crianças, a valvoplastia da válvula aórtica, pode levar a bons resultados.


Contra-indicações

É importante que não haja a presença de um coágulo dentro do coração (nos pacientes que apresentam estenose mitral é comum uma arritmia,) chamada de fibrilação atrial, podendo levar à formação de coágulos. Outra condição que contra-indica o procedimento é a presença de insuficiência da válvula mitral associada (de grau moderado ou severo) , pois a válvula estreitada, também pode deixar passar sangue chamada de dupla lesão mitral: estenose e insuficiência mitral.


Complicações

Complicações graves durante o procedimento não são freqüentes. As mais comuns são os sangramentos, no local aonde o catéter-balão é introduzido. Mais poderá surgir uma insuficiência da válvula mitral (a válvula passa a não fechar corretamente, deixando passar sangue na hora que deveria estar fechada). A ocorrência de sangramentos no coração, com a possibilidade de um tamponamento cardíaco (acúmulo de sangue em torno do coração, dentro da membrana que envolve o coração) chamada de pericárdio é muito rara.

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